futuro emprego.

Aguardem...
Agora que não corro mais o risco de perder nenhuma aposta (longa história), posso dizer com orgulho que estou absolutamente entediada. Já tentei o twitter, facebook, flickr e até mesmo trabalhar. Mas você só percebe que está mal quando abre o google maps para procurar lugares aleatórios.
Então, pensei: “por que não atualizar meu querido novo blog?”. Mas isso implicaria em ter algo para falar e…bem…eu não tenho. Na verdade, poderia até contar algumas histórias divertidas sobre surtos psicóticos que presenciei nos últimos dias, mas isso fica para outra hora. Resolvi compartilhar com vocês meus planos profissionais.
A grande maioria dos colegas jornalistas dá um sorriso tímido ao falar “ah, queria tanto trabalhar na Globo…sonhar não custa nada, né? hi-hi”. Globo. Pff. Desde criança sempre tive surtos de grandeza e ambição que poderiam ser confundidos com imaginação e criatividade. Já quis ser dona da Pixar (sim, da Pixar), trabalhar na Nasa (sim…na Nasa), na BBC, na CNN, yadda, yadda, yadda. Aposto que meus pais pensavam que adorável menininha sonhadora eu era. O problema é que ao rever meus planos profissionais aos 20 anos, continuo com as mesmas idéias. Quer dizer, eu arruinei minha improvável futura carreira na Nasa com minhas notas ridículas em física, mas ainda acredito que vou dominar o mundo.
Por hora, meus dois alvos principais são revistas bem acessíveis, claro. A primeira é a New Yorker, minha queridinha desde que descobri a magia do jornalismo literário. Com reportagens densas, relevantes e estilo único, a New Yorker tem um charme levemente prepotente irresistível. E as capas são impagáveis.
A outra eu infelizmente descobri há pouco tempo – através do meu oráculo online, o Hunch. A Mother Jones tem sua sede em São Francisco e é, aparentemente, ignorada por aqui. Antes da recomendação do Hunch, nunca nem sequer tinha ouvido seu nome. E olha que eu estou na faculdade para isso! Enfim, a publicação de nome inusitado é uma revista de jornalismo investigativo de veia liberal. Seu slogan é “smart, fearless journalism“. A revista é sustentada por doadores diversos (evitando a subordinação a uma determinada pessoa/companhia) e não tem vínculo com nenhuma empresa. Além disso, é divertidíssima. Linguagem ágil, ácida, irônica. É esquerdista, pero no mucho. Ou seja, se propõe a investigar esquerda, direita, centro, desde que haja uma história. Nas palavras deles, “nothing makes us crankier than lefties who are as close-minded and unwilling to think things through as those whom they attack“. Tal frase foi a responsável por cativar essa leitora. Ah, Michael Moore foi editor antes de ficar famoso por seus polêmicos documentários.
Pronto, agora vocês já sabem onde estarei daqui a alguns anos. New Yorker, Mother Jones…ou hospício.
E prometo que da próxima vez escrevo sobre algo mais interessante do que os meus delírios.
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