irmãos e irmãs.

A Grande Família? Nope.

"A Grande Família"? Nope.

Típico programa de domingo. Almoço com a família recheado de conflitos adormecidos, insultos calados, tensão palpável e um desfile de figuras passivo-agressivas. Por sorte, minha família não costuma protagonizar esses momentos, mas quem não adora contemplar os problemas alheios e analisar um bando de personagens disfuncionais? Bom, eu gosto.

Por isso, ontem resolvi parar de assistir HIMYM em loop e embarcar na minha mais nova aventura televisiva: Brothers & Sisters. Mesmo após ouvir  ótimas recomendações e ter as três primeiras temporadas desde janeiro, adiei esse momento. Odeio assistir séries que já estão em temporadas avançadas. Mas como eu não resisto a um bom dramalhão (destaque para o bom), resolvi dar uma chance à família Walker.

Assisti 8 episódios seguidos e só resolvi dormir porque precisava acordar cedo para o estágio – aliás, estou nele. A série é muito boa. Sem cliffhangers magníficos, grandes polêmicas ou viradas geniais, conseguiu prender minha atenção por quase 8 horas. A proposta é simples e remete a algumas famílias que conheço. Pai morre inesperadamente deixando esposa, cinco filhos adultos ( e uma amante) com uma empresa à beira da falência e uma série de problemas. A trama é focada nas histórias desses irmãos, irmãs e a matriarca.

Até agora, posso comentar muito pouco, desenvolvo melhor esse post quando terminar a primeira temporada (o que deve acontecer…hoje). Porém, minhas primeiras impressões foram positivas. Cada um dos muitos personagens têm um propósito e um lugar de importância na trama maior. Temos do irmão caçula desajustado à primogênita que tenta equilibrar a presidência de uma empresa, um casamento, duas crianças e  suas próprias exigências de perfeição. Um breve comentário merece ser feito sobre os três personagens que mais me interessaram.

Kitty Walker faz justiça à parcela de republicanos que têm cérebro.  Sustenta seus argumentos com clareza, firmeza e – pasmem! – inteligência. Não veio do Texas, não usa botas de cowboy, não atira em imigrantes e nem faz parte de algum grupo de extermínio de negros e homossexuais. É republicana até o último fio de cabelo por acreditar na força do meio em que foi criada – apesar da mãe democrata. Apesar de discordar de todos os seus argumentos, acho ótimo ver um debate real entre personagens esclarecidos, sem os conhecidos clichês estúpidos com sotaque sulista.

Kevin Walker é meu queridinho. Advogado, é um gay sem pulinhos, brilhos, musicais da Broadway e amor por fashionistas. Segundo Scotty, refrea certos impulsos e se apresenta como contido e reservado por estar preso à própria homofobia. Fora do armário, mas ainda preso aos seus próprios preconceitos? Não sei, mas ganhou minha simpatia de graça.

Sarah Walker foi promovida à presidência da empresa familiar quando o pai morreu. O novo cargo trouxe mais problemas do que o esperado. Sarah precisou assumir uma companhia à beira da falência, entra em conflitos diários e disputas pelo poder com o irmão Tommy, administra o casamento, cuida de uma filha pequena com diabetes e um filho. É a personagem “forte”, admirada e respeitada por todos, mas não sabe que rumo tomou sua vida e muito menos como colocá-la de volta aos eixos.

Depois falo sobre os irmãos restantes, o tio Saul e a mãe Nora Walker, interpretada pela genial Sally Fields. Por hora, só digo que se trata de uma ótima série para quem gosta de dramas diferentes dos vistos na novela das 8.


P.S.: Terceiro post em um blog não programado. Aliás, o único dos meus 455 blogs que não foi programado. Será que logo esse vai para frente?


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